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Maceió-AL, quinta-feira, 09 de setembro de 2010
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Sinmed volta a denunciar problemas nas unidades de saúde do Estado

Saúde | 16h13, 09 de março de 2010

Cortesia - Primeira Edição

Precariedade nas estruturas da rede pública de saúde. Este foi um dos assuntos abordados durante a coletiva de imprensa concedida na manhã desta terça-feira (09) pelo presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas, Wellington Galvão.

As condições de funcionamento e de trabalho médico das emergências e urgências da rede pública de saúde vêm apresentando problemas em comum, que já foram denunciados pelo Sindicato dos Médicos, mas segundo a entidade, até o momento, ignorados pelo governo estadual: falta de médicos e falta de condições éticas de trabalho e de assistência à população.

A rede pública estadual de saúde disponibiliza aos alagoanos os seguintes serviços de urgência e emergência: Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió; Unidade de Emergência do Agreste, para trauma, em Arapiraca; Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu); e os Ambulatórios 24 Horas Denilma Bulhões, Assis Chateaubriand, Dom Miguel Fenelon, Dona Noélia Lessa e Dr. João Fireman.

De acordo com a entidade, o descaso com os problemas estruturais dos hospitais e ambulatórios vem agravando nos últimos anos o caos ocasionado pela falta de médicos, já que ocorrem desistência dos profissionais para trabalharem no serviço público estadual. “Médicos concursados no último certame realizado pelo Estado simplesmente pedem demissão; os mais antigos, já próximos da aposentadoria, seguem trabalhando, mas não escondem a exaustão e a desesperança em relação à espera por melhoria de condições para o exercício médico. Fazem o que podem, cumprem suas obrigações funcionais da forma que é possível, e contam os dias que faltam para a aposentadoria”, diz Galvão.

Um problema que vem se agravando é referente ao Hospital Geral do Estado. O sindicato explica que com a falta de médicos, vários plantões ficam descobertos durante turnos ininterruptos, em especialidades essenciais ao funcionamento de qualquer serviço de emergência. “Os gestores vêm optando por soluções ilegais para tentar suprir a falta de médicos: a contratação de médicos prestadores de serviços, além da oferta dos chamados plantões extras, em que se oferece um adicional de salário ao médico efetivo, para que cumpra uma carga horária a mais, como se já não bastasse a sobrecarga desumana de trabalho enfrentada cotidianamente no HGE pelos profissionais que lá atuam”, dispara o presidente, que lembra ainda os problemas referentes à Unidade de Terapia Intensiva. “A Área Vermelha, que é uma UTI informal era destinada ao atendimento de pacientes graves e foi transformada em área informal de internação desses pacientes. Por absoluta falta de leitos”.

A situação do HGE se agrava devido a falta de médicos nas especialidades de cirurgia geral, cirurgia pediátrica, ortopedia/trauma, clínica médica, só para citar algumas das mais requeridas em serviços de emergência.

Já na UE do Agreste a situação não é muito diferente. “A maioria dos médicos são prestadores de serviço, inclusive os cirurgiões gerais, que quando têm seus salários atrasados às vezes se recusam a trabalhar, ameaçando deixar a única emergência pública da região sem cirurgia”.

Outra reclamação dos profissionais de saúde é referente a falta de equipamentos para o trabalho. “Falta insumos, equipamentos quebrados, falta de leitos hospitalares, medicamentos. Tudo isso já denunciado pelo sindicato, mas nada foi feito”.

Ambulatórios

De acordo com o sindicato, em relação aos Ambulatórios 24 horas – cinco estrategicamente instalados em algumas das periferias mais violentas de Maceió – A falta de médicos tem provocado o repetido fechamento do Ambulatório 24 Horas Assis Chateaubriand, nos finais de semana. “As escalas dos ambulatórios são cobertas, quase totalmente, por médicos prestadores de serviços. Então, é comum que um prestador de serviço, ao ser escalado para trabalhar num sábado à noite, tenha o bom senso de ficar em casa, ou mesmo ir embora do ambulatório quando se sente ameaçado em sua integridade física. Os ambulatórios são miniaturas do HGE”, finaliza.

Fonte: Cadaminuto

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