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Maceió,23/05/2024

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Com articulação da Semudh, TRE promove ação de incentivo à participação indígena no processo eleitoral

Justiça Eleitoral e Governo do Estado reuniram lideranças indígenas de etnias presentes no município de Pariconha para debater estratégias de estímulo à democracia

secom/AL
Com articulação da Semudh, TRE promove ação de incentivo à participação indígena no processo eleitoral A discussão aconteceu no plenário da Câmara Municipal de Vereadores de Pariconha. Foto: Daniel de Oliveira / Ascom Semudh
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O Tribunal Regional Eleitoral (TRE), por meio da articulação da Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (SEMUDH), reuniu nessa quinta (16), lideranças indígenas do município de Pariconha, para debater estratégias de estímulo à participação indígena no processo eleitoral. A discussão aconteceu no plenário da Câmara Municipal de Vereadores e teve a presença de órgãos municipais, estaduais e federais.

 

Diante do cenário de não afirmação, baixa votação e candidatura de cidadãos destas comunidades, a ação visa aumentar a identificação do título indígena, a logística de urnas eleitorais e segurança nas eleições de 2024 em diante. As primeiras etnias a participar deste projeto são Geripankó, Karuazu e Katokinn.

 



Tendo em mente o histórico de apagamento e invisibilidade desta população no processo de formação de Alagoas e do Brasil, o superintendente de Políticas para os Povos Originários da Semudh, Maynamy Santana, ressaltou a importância desta iniciativa. “É fundamental trazer esse debate para fortalecer a nossa democracia, quebrar a invisibilidade dos povos indígenas no processo político brasileiro e trazer à tona a realidade das comunidades indígenas em Alagoas”.

 

Ficou acordado o dia 11 de dezembro como possível data de início do alistamento e regularização eleitoral, levando em consideração as questões técnicas necessárias para garantir o começo dos trabalhos. “Esse aqui é o primeiro passo. Estamos tentando implementar aqui em Pariconha este projeto, mas já observando outras regiões como o Norte do Estado, Porto Real do Colégio e todas as regiões que têm presença indígena”, explicou o assessor especial da presidência do TRE, José Ribeiro.



 

Pariconha como linha de partida

 

A pequena cidade do Alto Sertão foi a escolhida para receber o projeto devido a uma característica peculiar: ser o município alagoano com maior porcentagem de população indígena. Ela é a terra das etnias Geripankó, Karuazu e Katokinn, que compreende 56,12% de seus habitantes, correspondendo aproximadamente 5.935 indivíduos, de acordo com a Prefeitura Municipal.

 

Apesar da massiva presença dos povos originários, falta a conscientização política. Os três povos têm baixa representatividade no processo eleitoral, onde existem poucas candidaturas e assiduidade eleitoral.

 



De acordo com o superintendente municipal de Assuntos Indígenas e Quilombolas, Wyrakitã Geripankó, é preciso ressaltar a importância da política para as comunidades. “Eu acho que precisamos de um trabalho de educação [eleitoral] dentro de nossas comunidades. Ainda temos muitos indígenas que vendem os seus votos e que não entendem a importância da política partidária e sua consequência na implementação de políticas públicas para os nossos povos”, ressaltou.

 

Também participaram da reunião o pajé Elias, da etnia Geripankó; o juiz da 39ª Zona Eleitoral, Marcos Vinícius Linhares; o promotor eleitoral Romulo Souto; o representante do Ministério Público Federal (MPF), Ivan Farias; a representante da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Maria de Fatima Cavalcante; o prefeito Tony de Campinhos; e o presidente da Câmara Municipal, vereador Val da Marcação.

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