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Maceió,13/07/2024

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Trânsito de ônibus em Maceió até os anos 60

historiadealagoas.com.br
Trânsito de ônibus em Maceió até os anos 60 Garagem Alagoana em 1922, local que veio a ser a sede do Clube Fênix Alagoana em 1936
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primeiro automóvel a circular no Brasil chegou a São Paulo em 1891, importado pelo inventor do avião, Santos Dumont. Mas somente em 1903 foi que o carro do conde Francisco Matarazzo recebeu registro com a placa número 01, inaugurando o controle do Estado sobre esses veículos. Poucos anos depois, se instalou no Rio de Janeiro a  primeira linha de transportes públicos com automóveis ônibus, movidos a gasolina.

As ruas de Maceió receberam os primeiros automóveis no alvorecer do século 20. Em 1908 o intendente da capital, eng. Antônio Guedes Nogueira, com a Lei nº 118, de 29 de janeiro, já estabelecia no orçamento municipal os impostos sobre veículos, “bond, automóvel ou carro de praça” empregados no transporte de passageiros ou de cargas e mercadorias.

Três anos antes, em outubro de 1905, surgiu a primeira iniciativa para a utilização de ônibus em Maceió. A proposta foi apresentada por  “três capitalistas e industriais da Bahia e Recife” ao Conselho Municipal de Maceió. Solicitavam a preferência para explorarem “o trafego urbano e suburbano por meio de ônibus automóveis”. Era um “sistema rápido e aperfeiçoado de transporte de passageiros, bagagens, cargas e encomendas…”, registrou o Gutenberg de 4 de outubro de 1905.

Os sócios da Companhia Alagoana de Trilhos Urbanos, que detinham a concessão do serviço de bondes na capital por 50 anos, não gostaram da ideia e vários artigos foram publicados nos jornais sobre o assunto. O argumento dos proprietários da CATU era o de que a permissão outorgada a eles se estendia também aos ônibus automóveis.

Um dos últimos bondes elétricos a circular em Maceió

Não adiantou o protesto. O contrato com Joaquim Arthur Pereira Franco, Augusto Xavier Carneiro e Napoleão Duarte foi assinado e publicado no dia 12 de novembro de 1905, destacando que a concessão seria por 20 anos, com base na Lei Municipal nº 92, de 10 de outubro de 1905. A empresa não se viabilizou e o contrato caducou seis meses depois.

Em 30 de outubro de 1909, o assunto voltou a aparecer nos jornais. O Gutenberg anunciou que Recife passaria a ter 50 automóveis de carga e passageiros, encomendados na Europa pelo capitalista sr. Thomaz Combert. O jornal aproveitou para externar a confiança que tinha na “iniciativa do laborioso moço sr. Hildebrando Gomes que projeta igual serviço entre esta cidade [Maceió] e os demais municípios do interior, até Penedo“. Hildebrando era um “operoso industrial estabelecido em Penedo” que havia trazido do Rio de Janeiro esse projeto, mas que precisava de “favores” do governo estadual para implantá-lo.

Surgia então o projeto para a implantação da primeira estrada de automóveis de Alagoas. Segundo o Gutenberg, o governador Euclides Malta estava interessado no sucesso desse empreendimento e prometeu as isenções e favores para facilitar a empresa e assinou contrato com ele em 25 de novembro de 1909. Entretanto, somente com o Decreto nº 604, de 14 de novembro de 1912, foi que ficou garantido juros de 5% até 8:000$ por km e o privilégio da exploração dos transportes.

O empresário conseguiu ainda, com o Governo Federal, o auxílio de 4:000$ por quilômetro construído. A estrada, com aproximadamente 196 km, seria revertida para o Estado em 30 anos e atenderia a 16 municípios9 cidades e os cinco portos mais importantes, Penedo, São Miguel, Coruripe, Pilar e Jaraguá. E assim o industrial Hildebrando Gomes partiu para a Europa em busca de sócios para o empreendimento. Não conseguiu e o projeto foi abandonado.

Em Maceió, um novo contrato autorizando a implantação do transporte coletivo por ônibus automóveis voltou a ser celebrado no dia 30 de março de 1911, desta feita com a empresa de Arsênio Fortes e Antônio Barreiros Filho. A concessão exclusiva era de 60 anos e foi autorizada pela Lei Municipal nº 167, de 27 de março de 1911. O primeiro ônibus circulou um mês depois, no dia 30 de abril.

A “Sopa” de Manoel Soares de Souza, de Rio Largo, na década de 1920

Nessa época, o crescente uso de automóveis passou a demandar a construção de vias adaptadas a eles. Surgiram também o comércio de autos, peças e insumos (óleos, combustíveis), e as ‘garagens” (oficinas).

Para atender a essa demanda, o intendente da capital, Demócrito Gracindo, fez aprovar a Lei nº 157, de 9 de dezembro de 1910, que o autorizava a mandar construir uma estrada de rodagem com início na Praça Jonas Montenegro, atual Praça do Centenário, no Farol, e terminando em Bebedouro.

Garagem Alagoana em 1922, de Leão & Cia. Foi demolida em 1936 para a construção da nova sede do Clube Fênix Alagoana

A partir de 1914, o governador Clodoaldo da Fonseca deu início a execução da política de expansão viária no Estado, com prioridade para alguns bairros da capital e municípios vizinhos. Teve início então a construção da Estrada do Jacutinga (atual Av. Fernandes Lima) e a “estrada de automóveis ligando a cidade de Maceió à Fernão Velho” por Bebedouro.

O governador anunciava que estava construindo “grandes avenidas”, e detalhava que uma delas ligaria “Maceió [Centro] ao Farol”. É a atual Ladeira do Brito. Projetava outra ligando a Praça do Hospital, atual Praça São Vicente, “ao Trapiche da Barra e à Beira-Mar, contornando todo o litoral”, além de “mais um trecho do Riacho Maceió”.

O governador João Baptista Accioly, que sucedeu a Clodoaldo da Fonseca, continuou a construir “estradas de rodagem convenientemente preparadas para o trânsito dos modernos veículos”.

Pajuçara, em 1916, ganhou seu primeiro grande projeto urbanístico, com a construção da “avenida oceânica”, “uma bela avenida se prolongando ao longo da costa e tendo uma largura de 50 metros”. É a atual Av. Dr. Antônio Gouveia e a sua continuação, a Av. Silvio Carlos Viana.

Antiga Lotação na “Pista” do Vergel do Lago, com a Lagoa Mundaú ao fundo. Foto do acervo de Ana Claudia Birkheuer

Não se sabe até quando funcionou a empresa concessionária de Arsênio Fortes e Antônio Barreiros Filho, mas em 5 de dezembro de 1935, o Diário de Pernambuco divulgou que a empresa Companhia Força e Luz do Nordeste do Brasil iria inaugurar duas linhas de ônibus, que naquela data já estavam em Recife. Cada um deles com a lotação para 25 passageiros. A CFLNB era a sucessora da CATU na exploração do transporte por bondes na capital, além de fornecer energia elétrica.

percurso desses veículos em Maceió seria o seguinte:

Linha Avenida Fernandes Lima

Hospital São Vicente (Santa Casa), Barão de Alagoas, Nilo Peçanha (Moreira Lima), João Pessoa, Ladeira do Brito, Comendador Palmeira, Santa Cruz, Av. Moreira e Silva e Fernandes Lima. Até o começo da Av. Moreira e Silva a passagem custaria $200, para qualquer ponto após, $300.

Linha Jaraguá

Hospital São Vicente, Barão de Alagoas, Nilo Peçanha, João Pessoa, Praça D. Pedro II, Rua 2 de Dezembro, onde seguiria o mesmo trajeto dos bondes até a Praça da Recebedoria (Dois Leões). Na volta percorria a Rua do Imperador, Pontes de Miranda, Ladeira do Comércio e 2 de Dezembro, onde alcançaria o itinerário anterior. A passagem custava $400.

Ônibus na Rua do Sol na década de 1950

Normatização do trânsito

Quem primeiro apresentou proposta para “sistematizar a fiscalização dos veículos” em Alagoas foi o governador Costa Rego, que, após aprovação da Assembleia Legislativa, publicou o Decreto nº 1.222, de 24 de dezembro de 1927, atribuindo, entre outras medidas, à Guarda Civil o serviço de fiscalização do trânsito público.

Foi criada assim a Inspetoria Geral de Veículos, reproduzindo a estrutura já adotada em outros estados. Entrou em funcionamento em 1º de janeiro de 1928, exigindo muito trabalho dos guardas, por não existir regulamento municipal sobre “a marcha dos veículos”, publicou o governador em seu relatório. Nas estradas, o novo órgão público utilizava 10 motociclistas, coordenados por um fiscal geral.

Ônibus na Praça dos Palmares na década de 1950

Em 9 de janeiro de 1929, o governo do Estado estabeleceu, pelo Decreto nº 1.280, novo regulamento para o serviço de trânsito de veículos em Alagoas. Não foi encontrado por esta pesquisa, mas, segundo o correspondente do Diário de Pernambuco em Maceió, essa norma abrangia “tudo quanto há de melhor na matéria e encerra excelentes dispositivos”. Por este decreto, a Guarda Civil mantinha a seu encargo o serviço de veículos, fiscalização e policiamento das estradas.

O Inspetor de Trânsito de Maceió era Oscar Marinho e a sede da Guarda Civil, com a sua Inspetoria de Trânsito, ficava na esquina da Rua Boa Vista com a Rua Melo Moraes.

A partir de janeiro de 1941, com a instituição do primeiro Código Nacional de Trânsito, a Inspetoria Geral de Veículos passou a ser a Inspetoria Geral de Trânsito – IGT.

Prédio da antiga Guarda Civil de Maceió e da sua Inspetoria Geral de Trânsito – IGT

Com o fim da 2ª Guerra Mundial, em 1945, o trânsito de automóveis em Maceió acelerou o seu crescimento, o que levou o sistema de transportes por bondes, que operava com 23 carros velhos, a viver a crise final.

Depois das tentativas fracassadas de instalação de empresa de ônibus em Maceió, surge em 1946 a Autoviária Alagoana Ltda, com uma frota de quatro veículos, atendendo a vários bairros. Logo surgiram alguns concorrentes. Eram pequenas empresas em que, quase sempre, seus proprietários eram também os condutores dos veículos. Incomodada com essa competição, a Autoviária Alagoana, em outubro de 1949, cobrou do poder municipal o monopólio da exploração do serviço. Conseguiu impedir a circulação de três ônibus, que faziam as linhas Ponta da Terra – Hospital, Rex – Praça das Graças e Pajuçara – Farol. Nos últimos anos da década de 1950 e nos primeiros dos 60, a Autoviária Alagoana explorava somente a linha do Farol e pertencia a José Ribeiro de Almeida.

ônibus da Autoviária Alagoana em 1948

No final de 1949, apenas oito bondes trafegavam na capital. O último deles percorreu a cidade na noite 19 de novembro de 1957.

Em meados dos anos 50, foi possível identificar que operavam também em Maceió a Autoviária 15 de Novembro, de Manoel Gama Morais  — percorria a linha Vergel do Lago – Ponta da Terra  e a Autoviária N. S. de Fátima de Waldemar Rodrigues.

Em janeiro de 1957, os problemas de trânsito e dos transportes coletivos na capital já provocavam reuniões para tratar do assunto. Os proprietários de ônibus foram chamados à Delegacia de Trânsito de Maceió e lá foram informados que “importantes modificações seriam implantadas no trânsito da capital a partir de 1º de junho.

O delegado, capitão Oliveira, anunciou então que desapareceria o estacionamento de automóveis na Rua do Comércio e que a Praça dos Martírios seria o ponto final dos ônibus que servem ao bairro do Farol. O excesso de passageiros nos ônibus levaria a empresa a sofrer punições. Ainda em 1957, atendendo a orientação do governador Muniz Falcão, foram retirados de circulação os ônibus que não atendiam aos requisitos estabelecidos.

Velha “lotação” parada na frente da delegacia do 1º distrito, ao lado da Pensão Mona Lisa, na Rua Cincinato Pinto, após uma briga dentro do coletivo

Detran

Inspetoria Geral de Trânsito – IGT existiu até que novo Código Nacional de Trânsito entrasse em vigor, em 21 de setembro de 1966. Surgiram então, nos estados, os Departamentos de Trânsito. Em novembro de 1966, o governador Lamenha Filho enviou projeto à Assembleia Legislativa oficializando essas modificações, criando o Departamento Estadual do Trânsito – Detran/AL.

Em agosto de 1966, com trânsito de Maceió sendo duramente criticado pela população, o coronel Adauto Gomes Barbosa, ainda secretário de Segurança de Alagoas (depois continuou comandando a PMAL) determinou a realização de estudos para mudanças radicais no sistema de tráfego da área central da cidade e, em um encontro com os inspetores de veículos da IGT, no auditório/cinema da Polícia Militar, pediu o empenho deles e os advertiu sobre suas responsabilidades perante a coletividade alagoana. Promoveu também reunião com os proprietários dos veículos coletivos da capital, cobrando o cumprimento das obrigações dos motoristas profissionais na melhor condução dos veículos. Orientou a fiscalização ostensiva para impedir os menores condutores, com os pais sendo notificados e, em reincidência, punições rigorosas.

Vicente Aureliano com a sua “lotação” em frente ao então Cine Rex, na Pajuçara, década de 1960

As carteiras de habilitação seriam reformuladas. Além disso, seriam criadas escolinhas, tanto para a instrução profissional dos inspetores, como para a educação dos motoristas e cobradores dos veículos coletivos.

Os problemas continuaram, mas as punições sobre as infrações no trânsito cresceram e, em 1966, Alagoas arrecadou Cr$ 18,5 milhões com as multas.

No final de janeiro de 1967, o diretor do Departamento de Trânsito de Alagoas, coronel José de Castro Gomes, pediu afastamento do cargo alegando falta de recursos para cumprir a missão. Foi substituído pelo também coronel Antônio Monteiro de Souza, que, em 19 de setembro de 1967, adotou as medidas propostas pelo estudo iniciado no ano anterior.

As principais modificações, noticiadas na edição do Diário de Pernambuco do dia seguinte, foram as seguintes:

“1º – fixar mão única na rua Melo Moraes (antiga do Apolo), em demanda da Praça Floriano Peixoto ao Mercado Público Municipal;

2º – delimitar mão única na rua Ladislau Neto (antiga rua Augusta), no sentido do Mercado Público Municipal à rua João Pessoa (antiga rua do Sol);

3º – prolongar mão única na rua Barão de Penedo, até a Praça dos Palmares, esquina da Av. Pedro Monteiro;

4º – estabelecer direção única na Avenida Moreira Lima (antiga rua 1º de Março), no sentido Palácio do Trabalhador;

5º – determinar corrente de trânsito única na rua Senador Mendonça, trecho compreendido entre as ruas do Comércio e Dias Cabral (União Beneficente Portuguesa), com destino ao centro da cidade;

6º – inverter o sentido da direção da rua Professor Domingos Moeda, (antigo Beco do Moeda);

7º – permitir o estacionamento de veículos no lado esquerdo das artérias acima citadas, ficando o lado direito para as demais viaturas que estiverem em trânsito;

8º – proibir dobrar à esquerda contornando a Estátua de Mercúrio;

Ônibus na Rua do Comércio no final da década de 1950, quando dos bondes restavam apenas os trilhos

9º – conceder estacionamento de veículos, em diagonal, na área compreendida entre os estabelecimentos comerciais (Farmácia Pasteur Lojas Brasileiras — 4400), da rua do Comércio;

10º – recomendar estacionamento (veículos de passeio), em diagonal, na rua João Pessoa (antiga rua do Sol);

11º – modificar o itinerário dos ônibus do Farol, passando pela Rua Barão de AlagoasPraça Deodoro, ruas Senador Mendonça e Agerson Dantas, seguindo daí o seu percurso normal;

12º – alterar o itinerário dos coletivos que fazem a linha Vergel do LagoPonta da TerraPajuçara e Jatiúca — vias Poço e Avenida, passando a circular pelas ruas 16 de SetembroSenador MendonçaPraça Deodoro, rumando daí aos respectivos pontos terminais;

13º – dar novo percurso aos coletivos da linha de Ponta GrossaCoreiaVergel do Lago e Santuário de Fátima (Trapiche da Barra), passando a trafegar pelas ruas Melo Moraes (Apolo), Coronel CahetPraça Nossa Senhora das Graças, e rua Santo Antônio, seguindo daí seu itinerário normal;

14º – modificar o itinerário dos coletivos da linha Avenida Duque de Caxias — Trapiche da Barra, que trafegam pelas ruas Dias Cabral e Senador Mendonça, passando a circular pelas ruas Fernandes de Barros (antiga da Floresta), Melo Moraes (Mercado Público Municipal), Parque Rio BrancoPraça Emílio de MaiaAv. Silvestre Péricles (antiga Formosa), tornando daí o seu itinerário normal;

15º – prolongar a corrente de trânsito única na rua Oliveira e Silva até a Praça Bráulio Cavalcante (Montepio), no sentido da rua do Comércio;

16º – proibir o tráfego a caminhões e carroças nas ruas do Comércio e Conselheiro Lourenço de Albuquerque (antiga Boa Vista);

17º – proibir dobrar à esquerda, procedente da rua 16 de Setembro para a Praça do Ideal;

18º – inverter a contra mão da Praça Bráulio Cavalcante (antiga Montepio), lado do estabelecimento comercial Baterias Durex.

Lotação de Riacho Doce

Em 28 de fevereiro de 1967, o Decreto-Lei nº 237 promoveu novas modificações no Código Nacional de Trânsito, mas os problemas continuaram a crescer, junto com a expansão da frota automotiva do país.

Para se ter uma ideia do que estava acontecendo, numa reunião entre o diretor do Hospital de Pronto Socorro de Maceió, dr. Embs de Aragão Lisboa, prefeito Divaldo Suruagy, delegado de Acidentes bel. Rubens Camelo e outras autoridades, decidiu-se que, diante do crescente volume de atendimentos aos feridos em acidentes de trânsito, esse serviço passaria a ser taxado. A proposta não prosperou.

Dois ônibus na Av. da Paz, nos anos 60

Reflexo também da ampliação do número de veículos em circulação na capital, resolveu-se, a partir do domingo26 de janeiro de 1969, que os sinais luminosos de Maceió passariam a funcionar nos finais de semana e nos feriados.

Ainda em 1969, o Departamento Estadual do Trânsito de Alagoas foi reestruturado, passando a ser “um prolongamento da Polícia Militar, atuando nas questões de trânsito no interior e na Capital”. (Diário de Pernambuco de 3 de julho de 1969).

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